bibliografia

Dicas de Livros de Direito Constitucional

abril 23, 2017


Ei, pessoal!

Hoje vou falar sobre os livros que utilizo em Direito Constitucional.

Confesso que a minha bibliografia nessa disciplina sempre foi, e ainda é, um problema. 

Para o concurso de analista, eu usei o Direito Constitucional Descomplicado, da famosa dupla Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo. O livro é muito bom. E, para provas de analista, acredito que seja suficiente. Para mim, deu certo!


Alguns cursos e coachs, inclusive, indicam a obra também para o concurso da Magistratura, fazendo a ressalva para o capítulo de Controle de Constitucionalidade, que deve ser aprofundado em outro livro. Mas eu, particularmente, não uso mais. Cheguei a comprar a versão resumida. Li alguns capítulos, mas não levei a leitura adiante.

A obra mais usada hoje é o Direito Constitucional esquematizado, do Pedro Lenza. Tenho uma edição antiga do livro e já li e reli grande parte dele. É muito completo e tá sempre muito bem atualizado. Mas a leitura em alguns pontos é cansativa. Chega uma hora que você não aguenta mais. Pelo menos foi o que aconteceu comigo. 


A última tentativa que fiz foi com as Sinopses para Concursos, da editora Juspodivm. São dois tomos com cerca de 700 páginas cada. E, apesar de se tratar de "sinopse", os livros parecem ser completos. Pelo próprio propósito das obras, abordam o assunto de forma mais direta e sucinta, sem muito aprofundamento. Ainda não os li por inteiro. Mas algumas teorias, principalmente no Capítulo de Teoria Geral dos Direitos Fundamentais, só encontrei nelas.




bibliografia

INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

abril 19, 2017


Oi, pessoal!

Muita gente me pergunta lá no instagram sobre os livros que utilizo na minha preparação. E, por mais que eu tente, às vezes acabo não tendo tempo de responder um a um. Por isso, para facilitar a minha vida e a de vocês, vou começar a publicar aqui no blog também. Em cada post vou falar de uma matéria. Assim, não fica cansativo para quem está lendo, facilita a busca e eu consigo postar com mais rapidez. Quando bater uma dúvida, é só utilizar a ferramenta de procura e buscar pela tag "bibliografia" ou pela disciplina desejada.

Hoje vou falar de Direito Civil. 

Desde a minha preparação para o concurso de analista, até os dias atuais, eu uso o Manual de Direito Civil - Volume Único - do Flávio Tartuce. Eu tenho esse livro desde a primeira edição e gosto bastante. Civil é uma matéria muito extensa e o livro consegue reunir tudo em cerca de 1.700 páginas. Cobre praticamente todo o edital da Magistratura.


Recentemente, conheci o livro "Direito Civil Facilitado", do Rubem Valente. É uma obra bem menor,  com cerca de 600 páginas, mas que também abrange quase toda a matéria de direito civil. Tive a oportunidade de ler alguns capítulos e gostei, principalmente da coerência na concatenação dos assuntos. Claro que ele é bem mais resumido. Para uma prova de Magistratura, talvez não seja suficiente. Mas, para uma revisão mais rápida, achei legal. Acredito que para concursos menores, como o de analista, ele baste.



No próximo post, Direito Constitucional.

resumos

Resumo de Direito Tributário

abril 14, 2017


Oi, pessoal!

Como prometi a vocês, vou passar a postar aqui alguns dos meus resumo. Aos poucos estou atualizando e aprimorando cada um deles. Alguns consistem apenas em resumo da doutrina. Já em outros, fiz uma mistura de caderno de cursinho, trechos da doutrina, seleção de jurisprudência e exercícios. Em todos há a indicação acerca da fonte utilizada.

O primeiro deles é sobre Impostos Municipais. Para baixar, basta clicar aqui.

Qualquer dúvida ou sugestão, é só deixar um comentário.

Espero que gostem.

Abraços,

Marina

começar

Como começar a estudar

abril 13, 2017


Boa noite, pessoal!

Uma das perguntas que mais me fazem lá no instagram é "como começar a estudar?". Assim como todo mundo que quer estudar para concurso, eu também me fiz essa pergunta várias vezes. E depois de muitos começos e recomeços, cheguei a algumas conclusões que vou compartilhar com vocês aqui. Só queria deixar claro que essas são apenas as minhas impressões. Muita gente pensa e faz diferente. 

Acho que o primeiro passo pra começar a estudar para concurso é estabelecer um objetivo, escolher uma carreira. Não adianta atirar para todos os lados e querer fazer todos os certames que abrem. Cada prova traz suas especificidades. E se você for estudar para cada edital que aparece, não vai conseguir estudar direito para nenhum. A palavra aqui é foco. 

Não to falando que você deve se fechar para outras carreiras. Às vezes acontece de você estar estudando para um determinado concurso e abrir um outro que também te interesse. E aí, não dá pra deixar a oportunidade passar, não é? Falo isso porque foi o que aconteceu comigo. Não uma, mas duas vezes. Estudava para analista e abriu concurso para escrivão da PC. Fiz e passei. Estudo para a magistratura e abriu DPE. Fiz e também passei. Mas para isso acontecer, as matérias dos dois concursos precisam ser afins, entendem? 

Bom, escolhida a carreira, acho que o próximo passo é procurar se informar sobre o concurso. Como foram as últimas provas? Quais as matérias cobradas? Qual o nível de dificuldade? Costuma cair mais lei seca, jurisprudência, doutrina? Para isso, é fundamental analisar as provas anteriores. Uma dica que dou é pegar uma prova passada para resolver. Assim você pode medir seu nível de conhecimento sobre as matérias cobradas. E você vai descobrir suas maiores deficiências e facilidades e saber no que precisa dar mais ou menos atenção. 

Feito isso, acho interessante buscar um cursinho voltado para a carreira escolhida. Assistir todas as aulas com muuita atenção e montar seu material. Confesso que isso foi uma coisa que não fiz logo quando comecei a estudar e hoje me faz MUITA falta ter um material meu. Eu sei que existem muitos cadernos por aí sendo vendidos e cursos que oferecem material "pronto", mas, sinceramente, o melhor material é sempre o nosso, que a gente pode confiar de olho fechado.

Uma bibliografia bem escolhida também é fundamental para acompanhar e aprofundar o conteúdo dado nas aulas. Ler os livros e complementar o seu material do cursinho é uma dica de ouro que vai facilitar todo seu processo de revisão. 

Falando em revisão, elas são essenciais no estudo para concurso. Junto com os exercícios, com a lei seca e, dependendo da prova, com a jurisprudência. O estudo precisa ser completo. Eu considero que isso foi o grande diferencial na minha aprovação na primeira fase da DPE. Em um mesmo dia, eu revisava a matéria, lia a lei seca relacionada, a jurisprudência e resolvia as questões.

Se você não tem tempo ou condições de comprar um cursinho, ou acha que já tem uma base suficiente, vá direto para a leitura da bibliografia e organize-se de uma forma que consiga conciliar a leitura com revisão, exercícios, lei seca e jurisprudência.

Bom, é isso, pessoal. Não há uma fórmula mágica ou método infalível para estudar. O processo é lento, muitas vezes, difícil, cheio de erros e acertos. Claro que um estudo estratégico pode te economizar algumas "horas bunda na cadeira". Mas, no mais das vezes, o que existe mesmo é esforço, dedicação e disciplina.

desconto

Cupom de desconto da Editora Método

abril 12, 2017


Oi, gente! 

Tenho uma novidade muito legal para vocês! A editora método me deu um cupom de desconto de 23% + frete grátis para repassar para meus leitores. Para utilizar basta usar o código "MAGISTRADAEMFORMACAO" ou acessar esse link aqui.

O desconto é válido para a coleção de legislação da método.

Espero que gostem.

Um beijo,

Marina

aprovada

A história da minha aprovação na Defensoria Pública

abril 12, 2017


Ei, pessoal! 

É com muita felicidade que venho aqui hoje contar sobre a minha aprovação no concurso da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. 

Como eu já disse no primeiro post, meu foco atual é a carreira da magistratura. Porém, o ano de 2016 foi bem escasso de concursos para Juiz. Nenhum edital foi publicado. As duas únicas provas que fiz (TJRJ e TJSC) foram de editais publicados ainda no ano anterior. E foi aí que a Defensoria Pública entrou na minha vida.

Eu sempre admirei a carreira, mas nunca tinha pensado em prestar o concurso. Mas, diante da falta de provas da magistratura e da publicação do edital da DPE no meu estado, um concurso "grande", cujas matérias eram bem semelhantes com as que eu já estudava, não pensei duas vezes em fazer a prova. Me inscrevi, mas continuei no meu foco de estudos. Somente nos finais de semana, quando conseguia, era que pegava as matérias específicas da DPE (direitos humanos, princípios institucionais). Faltando duas semana para a prova, foquei apenas nessas matérias e resolvi bastante questões de provas anteriores da DPE organizadas pela FCC.

Fiz a primeira fase sem muita expectativa. Apesar de ter gostado da prova, não estava esperando que fosse passar. Quando conferi o gabarito, no outro dia, foi uma surpresa. Eu tinha feito 77 pontos. A nota de corte, de acordo com o site do olho na vaga, que costuma ser bem certeiro, estava em 71. Eu estava dentro! 

Foi um momento de muita alegria. Mas também de muita ansiedade. E agora? Como me preparar para uma segunda fase de um concurso em que tudo era novidade para mim? Matérias novas (filosofia, previdenciário, criminologia). Peças práticas de civil, penal e direito público. Toda aquela visão crítica da Defensoria. Nesse momento, contei com a ajuda de muitas pessoas especiais que a vida deu um jeito de aproximar de mim. As informações que recebi iluminaram um pouco o caminho a ser seguido. 

Contratei um curso específico para a segunda fase, chamado Ouse Saber. Eles utilizavam o método de rodadas nos moldes da prova. Ou seja, enviavam três questões e uma peça prática por semana para eu  resolver, e depois corrigiam e teciam comentários acerca da resposta dada. Além disso, eles forneceram um material complementar que achei excelente, incluindo resumos das obras de filosofia, guia prático para elaboração das peças, julgados importantes, teorias diferentes. O curso foi essencial para a minha aprovação. O ponto auge do curso, para mim, foi a peça prática de penal que foi cobrada na minha prova e tinha sido trabalhada pelo curso, inclusive com praticamente as mesmas teses defensivas a serem alegadas. Eu fechei a peça! Muito provavelmente não teria passado se não tivesse alcançado a nota máxima nela.

A segunda fase foi muito desgastante. Três provas, uma no sábado e duas no domingo. Cada prova consistia na elaboração de uma peça prática e de três questões, em 4 horas. Não dá tempo de pensar muito. No primeiro dia, a peça cível cobrada foi muito controvertida. Pedia a elaboração do recurso cabível em face da decisão que encerrava a primeira fase da ação de exigir contas. Metade dos candidatos fez agravo, enquanto outra metade fez apelação. Quando eu li a questão e vi que estava em dúvida, utilizei uma estratégia que me ajudou muito. Resolvi fazer primeiro as questões. Com calma, consegui responde-las muito bem. Faltava 1 hora para terminar a prova quando eu comecei a fazer a peça. Fui de apelação. 

Chegando em casa, vi que o assunto era mesmo controvertido. Mas, havia um enunciado do Fórum de Processualistas Civis que afirmava ser cabível o agravo. Pronto. Eu tinha errado a peça. Eu não ia passar. Mesmo assim, no domingo fui tranquila fazer as outras duas provas. Para mim, o ciclo defensoria pública tinha se encerrado ali. Eu já estava muito feliz e satisfeita em ter conseguido fazer a segunda etapa do concurso. 

No outro dia, embarquei numa viagem com a minha família. Voltei já perto da virada do ano. E no dia 02 de janeiro, retomei aos estudos com foco novamente na magistratura. Finalmente havia um edital publicado (TJPR) e eu queria muito fazer aquela prova. Comecei um curso no CP IURIS específico para a primeira fase do Paraná e pensei comigo mesma "agora vai". Mas a vida me reservou outra surpresa. 

No final de janeiro saiu o resultado da segunda etapa e meu nome estava lá na lista dos aprovados. Eu não conseguia acreditar! Abri a página do diário várias e várias vezes para conferir se era real aquilo. Eu cheguei a me deitar na cama para dormir e levantar novamente só para conferir de novo se eu tinha mesmo passado. Rs. A emoção foi indescritível! 

Mais uma vez, junto com a imensa felicidade, veio também a ansiedade. Eu tinha parado de estudar todas aquelas matérias da DPE há mais de um mês. Como retomar faltando tão pouco tempo para a prova? Como me preparar para uma prova oral? O que estudar? O que priorizar? Como estudar? Também tive a ajuda de muita gente querida nesse momento. 

Resolvi fazer o curso de oratória da Rógeria Guida. Muitos amigos e conhecidos que já tinham sido aprovados em outros concursos me recomendaram o curso. E foi maravilhoso. Aprendi muito lá. Me tornei mais segura e mais confiante. Não fiz nenhum outro curso específico para a oral. Mas treinei muito com amigos. O meu estudo para a oral consistiu basicamente na leitura de pontos do edital que eu não tinha conhecimento algum, revisão de pontos mais complicados e na leitura de perguntas já feitas pelos meus examinadores em outras provas orais anteriores. 

No dia da prova, apesar no nervosismo natural, eu estava tranquila. O clima da prova em si é bem legal, bem confortável. Os examinadores foram educados. A equipe da FCC super solícita. O sorteio dos pontos a serem questionados foi realizado na hora. E eu só tive acesso ao conteúdo de cada ponto quando estava diante de cada examinador. Tirando a banca de penal, que por sinal era a que estava com mais medo, todos as outras bancas foram muito difíceis para mim. Na banca de direito público, fui questionada acerca da Lei do SUS, que eu não tinha lido, e me saí muito mal. Depois desse susto, me deixei levar pelo nervosismo e fui mal também na banca de civil, apesar do ponto ter sido tranquilo.

Eu saí da prova com a sensação de que não iria passar. Fiz todos as contas possíveis e imaginárias na minha cabeça e em nenhuma delas eu conseguia a média para ser aprovada. Fiquei triste, porque queria ter tido a oportunidade de demonstrar melhor os meus conhecimentos. Ter o meu futuro no concurso analisado por algumas poucas perguntas e num período tão curto de tempo me pareceu muito injusto. Mas prova oral é isso. Eu também estava feliz por ter tido a oportunidade de participar daquele momento e de ter chegado tão longe. Estava aliviada também por ter encerrado aquele ciclo.

Quando saiu o resultado da oral, nessa última segunda-feira, eu abri o diário sem muita expectativa. E num primeiro momento, não vi meu nome na lista de aprovados. Pensei comigo mesma "é, realmente não deu". Mas deu! Meu nome estava lá sim! E a emoção dessa vez foi ainda maior. Aquele grito entalado na garganta: PASSEI!!!

Foi só o primeiro passo e a caminhada ainda continua longa pela frente. Mas a felicidade em ter alcançado um resultado tão positivo como esse é indescritível! Passou um filme na minha cabeça. Todo o esforço e dedicação. Todos os dias em que venci o cansaço, a preguiça, as minhas desculpas. Todos os dias em que queria estar com aqueles que amo e não pude. Todos os momentos que deixei de viver e lugares que deixei de ir. Todos os dias em que eu não acreditei em mim. Em que pensei em desistir. Tudo, tudo fica pequeno perto da emoção que toma conta. Me venci e venci!







concurseira

Quando começar a estudar

abril 05, 2017





Ta aí uma pergunta que sempre aparece lá no instagram (@magistradaemformacao): "Marina, quando devo começar a estudar?". E a minha resposta para vocês é: AGORA! Imediatamente! Largue tudo que está fazendo e pegue um livro! Rs. Brincadeira, gente. Estudar requer planejamento. Mas uma coisa é certa: quanto antes você começar, mais cedo atingirá seu objetivo.

"Mas Marina, eu ainda estou no 5° período e sonho com a carreira da magistratura. Será que já devo começar a me dedicar?" Claro que sim! Se você já sabe o que quer, pra que adiar? Eu acredito que é super possível conciliar faculdade com o estudo para concurso. Um certamente não anulará o outro. Muito pelo contrário, eles se complementam. Quisera eu ter essa sabedoria e essa consciência já durante a faculdade... 


"Mas, Marina, será que isso não vai atrapalhar meu rendimento na faculdade?" Olha, sinceramente, eu acredito que vai é te ajudar. Claro que você vai precisar de muita organização e disciplina pra conciliar os dois e não se prejudicar. Em alguns momentos vocês vai precisar priorizar os estudos para a graduação. Faz parte. Mas se você aproveitar o seu curso para estudar de verdade (e não estudar só para passar de período), garanto que já é meio caminho andado. 

Gente, vejam bem, como eu disse no post anterior, eu fui uma boa aluna durante a graduação. Mas muita coisa eu só fui aprender mesmo quando comecei a estudar para concurso. E tudo porque eu só estudava para passar, e ainda na véspera da prova. Não tinha organização, planejamento, método. Não lia lei seca. Informativos então, não sabia nem o que era. 

O que eu quero dizer com isso é que, se desde a faculdade você já cultivar esses hábitos, e, principalmente, já aprender a estudar, já aprender o conteúdo de verdade, suas chances de ter êxito num concurso mais rapidamente são bem maiores, não acham? Preste atenção nas aulas, aproveite seus professores, absorva o máximo de conhecimento que conseguir, faça bons cadernos. Tudo isso vai te ajudar, e muito, lá na frente.

Agora que já sabemos quando começar, no próximo post vou falar sobre como começar a estudar para concursos. 

Até lá.


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